sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

TERREMOTO NO HAITI





PORTO PRÍNCIPE (Reuters) - Milhares de pessoas que ficaram feridas ou desabrigadas por causa do terremoto de terça-feira no Haiti imploravam por comida, água e assistência médica nesta sexta-feira, enquanto o mundo se apressa em enviar ajuda antes que o desespero se transforme em revolta.

A Organização Pan-Americana da Saúde estima que entre 50 mil e 100 mil pessoas tenham morrido. A Cruz Vermelha Haitiana vinha divulgando uma estimativa de 45 mil a 50 mil.

Os moradores da devastada Porto Príncipe passaram a terceira noite ao relento, temendo os tremores secundários que ainda são sentidos nos bairros montanhosos. Calçadas e ruas permanecem cobertas por entulho e cadáveres em decomposição.

Apesar da ajuda mundial chegar em grande volume ao país mais pobre das Américas, ela não atinge os necessitados, devido a obstáculos logísticos.

"Perdemos tudo. Estamos esperando a morte. Não temos nada para comer, nenhum lugar onde viver. Não tivemos ajuda nenhuma. Ninguém veio nos ver", disse Andres Rosario, instalado em um acampamento improvisado num aterro sanitário de Porto Príncipe.

"Ninguém está nos ajudando. Por favor, tragam água ou as pessoas vão morrer logo", ecoou Renelde Lamarque, que abriu o quintal da sua casa para cerca de 500 vítimas no devastado bairro do Fort National.

Sobreviventes esfarrapados estendem os braços para jornalistas estrangeiros nas ruas, implorando por água e comida.

Em meio a temores de que a demora no envio da ajuda gere violência, o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, disse que, exceto por alguns casos de pessoas vasculhando escombros em busca de comida e pequenos saques, a situação no Haiti continua "relativamente boa" em termos de segurança.

PARA AJUDAR VOCE PODE DEPOSITAR NA CONTA DA CRUZ VERMELHA BRASILEIRA

NO BANCO DO BRASIL AG 0126-0 CONTA CORRENTE 53771-3

CNPJ 08711057/0001-00

PARA PROCURAR POR FAMILIARES ENTRE NO LINK: http://www.icrc.org/familylinks

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